Pela primeira vez disse que o amava.
As palavras exactas foram "foste a pessoa que mais amei"... o verbo podia estar no passado, mas ela não se referia a uma distância maior do que um segundo.
Do lado de lá o vazio quente de sempre, mas mais seguro, mais intenso, mais claro e a expressão dolorosa "gostava que fosses a mulher da minha vida"..."mas não és".
Não teve vontade de chorar, não doeu como doía porque conhece melhor do que ninguém a sua própria história.
O amor é um lugar estranho... E se na maioria das vezes, a capacidade de amar a faz sorrir e sentir-se plena, por vezes apresenta-se como um fardo pesado, do qual se quer libertar.
Mas quem a tornará livre? A sua vontade? A dele? A do tempo que o amor leva para se revelas ou apaziguar?
Não sabe, as vezes nem quer saber e prefere caminhar como uma marioneta, ao sabor da vida e das suas decisões. Afinal, foi sempre quem teve a última palavra.
Porque todo o amor não chegou. Porque não acredita em conquistas. E porque sempre que o coração fala, a cabeça cala-se.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Subscrever:
Mensagens (Atom)