Tinha tentado de tudo.
Tinha ouvido o que tinha de ouvir, com a paciência dos que amam, a persistência dos que esperam e a esperança dos que acreditam.
Tinha dito tudo, às vezes com palavras, outras com gestos cheios de significado, outras apenas com o olhar do amor…
Mas depois de tudo, o encontro continuava a não ser perfeito.
Por vezes o fracasso impunha-se como um espelho gelado que lhe revelava a imagem imperfeita do que foi em vez da perfeita do que não soube ser.
Depois, o tempo, implacável, moldou-a sem medos, revelando-lhe novas formas, sem lhe alterar a figura.
Depois de tudo, chorar não chega. O choro não chega e a dor não dói.
Depois de tudo, o silêncio impõem-se como regra de um jogo de batoteiros e fala por si, calando o que antes falou em nome do amor.
Depois de tudo, o não fazer nada é do que tem vontade.
E não desiste… simplesmente ainda não sabe que percurso fará, mas tem a certeza que o fará em silêncio.
Porque depois de tudo, o silêncio apazigua e pode levar ao reencontro.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
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1 comentário:
gosto tanto deste! é tão pessoal e ao mesmo tampo tão universal... quem já não olhou com amor e ficou à espera de resposta? lindo...
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